A mãe de Dom Bosco
Um dos inúmero biógrafos de Dom Bosco
diz textualmente que: "Dom Bosco foi grande porque teve uma grande mãe". Na verdade. toda
a obra educativa de Dom Bosco foi um
prolongamento da educação que sua mãe lhe
deu. Esta educação não era fruto de tratados
pedagógicos, mas sim de uma grande fé. No
sistema educativo desta maravilhosa
camponesa, Deus era a base e o vértice. Cedo
ensinou seus filhos a fazerem suas orações
cotidianas e quando Dom Bosco já era padre,
ela ainda lhe cobrava se tinha feito suas
orações.
"Deus nos vê", repetia ela inúmeras vezes
a seus filhos. Ou dizia: "foi Deus quem criou o
mundo e cravou lá em cima tantas estrelas. Se o
firmamento é tão belo, como será o paraíso?".
Recomendava-lhes, outrossim, que fugissem
das más companhias como da peste, e certa
vez, chegou a dizer a seus filhos, ao notar uns
rapazes que falavam palavras inconvenientes,
que os amava, mas que preferia vê-los mortos naquela hora a serem como aqueles jovens.
Essas lições sublimes far-se-ão sentir no
apostolado de seu filho.
Quando Dom Bosco já se encaminhava
para o sacerdócio. ele pensou em se fazer frade
franciscano. Com isso, devido a pobreza que
deveria viver se fosse tal, não poderia cuidar de
sua mãe. Um padre conhecido falou com ela
para que dissuadisse o filho da ideia. Ela o
procurou e longe de fazer isso, estimulou Dom
Bosco a cumprir com a Vontade de Deus: "só te
peço que estudes bem a tua vocação. O que e
necessário é que salves a tua alma. O pároco
desejava que eu te dissuadisse do que pensas,
por causa de mim e de minha velhice ... Não te
preocupes com o meu futuro. Nada quero e
nada espero de ti ... Se algum dia escolhesse a
vida de pároco, e te tornasses rico, jamais poria
os pé em tua casa...".
Dom Bosco não se tomou franciscano a
conselho de São José Cafasso. Na hora em que
Dom Bosco vestia batina, Mamãe Margarida
com lágrimas nos olhos, disse ao filho estas comovedoras palavras: "Acabas, meu querido
João de vestir a batina. Bem podes avaliar a
alegria e o contentamento que por isso enchem
o meu coração. Lembra-te que não é o hábito
que faz o monge, mas a prática das virtudes. Se,
por infelicidade, vieres a duvidar da tua vocação,
peço-te que não desonres a tua batina. Deixe-a
imediatamente, porque eu prefiro ter por filho um
pobre camponês, do que um sacerdote menos
cumpridor dos seus deveres. Quando nasceste,
consagrei-te a Santíssima Virgem; quando
começastes os estudos, recomendei-te, quase
exclusivamente, a devoção a Nossa Senhora;
pois agora, te peço que sejas todo,
absolutamente todo, d'Ela. Ama aqueles que A
amam, e, se um dia chegares a ser padre,
propaga, sem descanso, a devoção a tão boa
Mãe."
Após a ordenação sacerdotal de Dom
Bosco, mais uma vez vemos as virtudes de sua
mãe: "até que enfim és Padre, meu João! De
futuro, dirás missa todos os dias. Lembra-te bem
do que te digo: começar a dizer missa é
começar a sofrer ... Estou certa de que hás de rezar todas as manhãs por mim. Também não te
peço mais nada. Agora, pensa só na salvação
das almas, e não te preocupes absolutamente
nada comigo".
Quando Dom Bosco já fazia seu
maravilhoso apostolado com os jovens, ele
precisava que sua mãe viesse morar com ele em
Turim. Para tanto, ela precisaria abandonar a
tranquilidade de seu lar e vir ajudar o filho nas
suas tarefas apostólicas. Quando Dom Bosco a
consultou, sua resposta foi: "se achas que é
essa a Vontade de Deus, podes contar comigo".
No oratório de Dom Bosco, ela cozinhava,
costurava, trabalhava, enfim para inúmeros
meninos.
Por perto de dez anos, ela
incansavelmente trabalhou para os jovens de
Dom Bosco, chegando a ponto de vender seu
enxoval para ajudar nas despesas da casa.
Enquanto viveu orava sem cessar e a isso
aconselhava os jovens de Dom Bosco.
Cumprida plenamente sua missão, faleceu
na paz do Senhor em 25 de Novembro de 1856,
após receber o Santo Viático de seu confessor,
o Padre Borel.
Chorada pelos alunos de Dom Bosco, ela é
vista como aquela que forjou o grande apóstolo
da juventude e é exemplo de desprendimento e
de dedicação as mães de nosso tempo.
A mãe de Dom Bosco (2008). O Desbravador, 09-10.



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